quarta-feira, 17 de março de 2010
Parabéns Gustavo!
in Kanimambo
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
in Kanimambo
Fora então que a notícia chegara. E, apesar de saber que algum dia aquilo acabaria por acontecer, não estava de modo algum preparado."
in "Kanimambo"
domingo, 3 de janeiro de 2010
2010: Assim vai o Kanimambo...
Que acreditemos que os sonhos que sonhamos são para realizar e que trabalhemos no caminho da sua realização...
Tenho deixado alguns dos meus sonhos em stand by e certamente continuarei a deixar outros tantos...
Relativamente ao "Kanimambo" e a este blog, nos últimos meses deixei as coisas um bocado "adormecidas" primeiro porque fiquei desanimada com o desenrolar de determinados acontecimentos e depois, porque há alturas em que é simplesmente melhor parar tudo...e esperar que o turbilhão da tempestade passe.
Agora com o início deste novo ano de 2010, sinto que é tempo de recomeçar, com energias renovadas, com mil projectos na cabeça e os desejos pedidos à meia-noite ainda presentes. Pegar nos nos sonhos que ainda estão por realizar e seguir em frente!
O "Kanimambo" nasceu de um desses sonhos! E transformou-se num livro de verdade. As coisas não correram todas como eu tinha imaginado...houve muitas que correram bem melhor.
As pessoas que conheceram o "Kanimambo"apreciaram realmente o meu livro. Muitas e muito porque se identificaram com ele. Outras apenas porque sim. Todas as que me falaram ou escreveram sentiram uma panóplia de emoções. Todas me incentivaram a continuar a escrever. Muitas estão à espera do próximo livro. E para mim, enquanto autora, isto é a melhor recompensa de o ter escrito e de o ter conseguido publicar!
Para mim enquanto pessoa, a coisa vai muito mais além...Eu sempre disse que o "Kanimambo" não era só um livro, muito mais do que isso, era um acto de amor e uma espécie de exorcismo que eu precisava de fazer! O que eu não podia imaginar era que este meu livro voaria ainda mais longe e fosse a ponte que me ligaria a pessoas fantásticas que de outra forma poderia não chegar a conhecer. Pessoas que surgiram na minha vida e a modificaram para sempre com a luz da sua presença.
Ter escrito e editado o "Kanimambo" foi algo que de facto me mudou. Cresci e amadureci! Descobri que tenho mais força e qualidades do que aquelas que acreditava ter mas descobri também que tenho ainda um longo caminho a percorrer...muito para crescer e tanta coisa para aprender !
Infelizmente, este processo teve também alguns aspectos menos felizes nos quais nem sequer me quero centrar muito.
Os problemas com a divulgação e a distribuição do "Kanimambo" foram uma constante desde o seu lançamento e acabei por ser eu a principal fonte de divulgação e distribuição do livro. Ao longo dos meses fui tentando manter a calma e acreditar que as coisas acabariam por correr melhor. Não correram. Não adianta esmiuçar detalhes nem porquês (até porque houve muita coisa que quanto a mim ficou por responder e esclarecer!) e por isso pedi à editora para rescindirmos amigavelmente o contrato de edição que nos unia.
Não podia por vários motivos continuar ligada à Chiado Editora. Agradeço-lhes terem decidido editar o meu livro pois provavelmente não me teria decidido a publicá-lo de outra forma...não conhecia (ainda conheço pouco aliás) o meio editorial e a forma como as coisas funcionam. Mas estou certa de que sabendo o que sei neste momento, não o teria editado com eles. Também estou certa de que não ficaram de forma alguma prejudicados com a sua edição nos moldes em que me foi proposta assim como estou certa de que me acabaram por lesar devido a falhas na sua distribuição.
Mas como disse, não vou nem quero esmiuçar mais este assunto. É um novo ano que começa e uma nova etapa na vida do meu livro.
Neste momento, o "Kanimambo" está livre e solto. Tenho alguns exemplares que sobraram da 1ª edição em meu poder, daí ainda aceitar encomendas. Agora é tempo de procurar e encontrar uma editora que eu acredite que queira abraçar realmente este projecto comigo.
Há muitas pessoas que nunca ouviram falar do "Kanimambo" e que se tivessem conhecimento da sua existência o quereriam adquirir e ler. Disto eu não tenho dúvidas! Eu continuo a ter solicitações de livros, quando alguém vai sabendo da existência do "Kanimambo" pelo email de um amigo, pelo blog ou pelo comentário de alguém que o leu. Não só em Portugal, mas também por esse mundo fora. O meu livro já viajou até ao Canadá e a Paris. E sei que há pessoas, por exemplo na África do Sul e em Moçambique, que gostariam muito de o ler...
Para quem me tem acompanhado, apoiado e auxiliado, sobretudo para aqueles que não sabiam destes últimos desenvolvimentos, no percurso do "Kanimambo":
Obrigada Amigos! Kanimambo! Eu sei que vocês continuam a torcer por mim e que as coisas vão acabar por resolver-se da melhor maneira e não tenho dúvidas que em 2010, o "Kanimambo" vai ser lido por tantas ou mais pessoas como aquelas que já o leram até agora!
Relembrando a frase que me disse um amigo há alguns meses atrás: "As coisas não são como começam mas sim como acabam!"
Resta-me desejar-vos a todos um excelente ano de 2010 e agradecer-vos por caminharem ao meu lado!
Um abraço
Tânia Jorge
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal!
e, como se adivinhasse já que não resistiria muito mais ao terramoto
que abalou a sua vida, foi-se despedindo daqueles que lhe eram queridos, da
maneira que sempre fez em vida, brindando-os com sorrisos e carícias e
procurando ver alegres aqueles que faziam parte da sua existência.
- Ainda que eu já tenha deixado de acreditar em quase tudo - confessa à
mulher num tom triste e desalentado, apontando as crianças que brincam
felizes em redor da árvore de Natal - não posso deixar de acreditar que há
ainda um futuro para elas. E esse futuro passa pela capacidade de acreditar
na magia da vida.
No minuto seguinte, a sua expressão mudou e assume um ar alegre e prazenteiro:
- OhOhOhOhOhOhOhOhOh! O Pai Natal chegou! E aparece diante das
crianças, cujos rostos se iluminam ao verem aquele gigante vestido de vermelho
e de longas barbas brancas. Nem a pequena Beatriz, com pouco mais
de dois anos, reconhece o avô e choraminga quando aquele desconhecido a
ergue nos braços e brinca com ela."
in Kanimambo
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
8 de Outubro
Todavia, no íntimo da sua alma e do seu coração, libertou-a e pediu-lhe que descansasse. Suprimiu toda e qualquer esperança – essa sim tremendamente egoísta, compreendeu - de que ela resistisse uma vez mais, como fez com as múltiplas doenças, nomeadamente pneumonias, que a atacaram, desde que entrou em coma na madrugada daquele quente mês de Agosto!
Mesmo que sobrevivesse e lutasse naquele imenso sofrimento, o que teria ela à sua espera? Uma cadeira de rodas e uma cama? Um lar? Uma sonda para a alimentar? E o vazio... Para quê? Com que propósito? Com que finalidade? Achava que a irmã merecia muito mais do que isso... Merecia voar livremente e tocar as estrelas e quem sabe descansar finalmente no colo da sua mãe.
Ao longo do tempo que decorreu entre o acidente e a morte, de facto, da Vanessa – de facto, porque a vida dela acabou naquela madrugada – nunca puderam saber ao certo se os ouvia, se compreendia, se se apercebia do mundo a passar à sua volta. Esse foi o maior sofrimento dos longos meses que passaram para todos os que a amavam... a dúvida. E o assistir ao seu sofrimento que não sabiam se só físico ou também espiritual.
Clinicamente, ao que os médicos sabem ou julgam saber, ela não teria a percepção da realidade. Mas eles não poderiam jurá-lo. Houve momentos em que lhes pareceu descortinar compreensão no sofrimento do seu olhar. Houve alturas em que pareceu responder-lhes com o código das piscadelas de olho que tentavam... Seria realidade ou a esperança, que só morre quando a vida termina, de que ela pudesse algum dia recuperar...
***
A vida continuou.
Na altura em que a Vanessa morreu, grávida de 4 meses do Gustavo,o seu segundo filho, Bia tentou mais uma vez ser forte. Havia um bebé dentro dela que precisava de amor, tranquilidade e harmonia. E, na sua cabeça e no seu coração, já tinha perdido a irmã há muitos meses atrás."
in Kanimambo
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
10 de Setembro de 200010 de Setembro de 2009
"(...) - Foi a minha mãe, não foi? – adivinhou ela baixinho. E as lágrimas começaram a rolar sem que ela pudesse ter controle algum sobre elas.
Isabel assentiu em deixando também as suas lágrimas correrem livremente. Alexandre abraçou a mulher e ficaram ali os três. Eles do lado de dentro do quarto, ela à janela, chorando em silêncio.
As esperanças de mais uma batalha vencida tinham acabado para Ana Maria na madrugada do dia 10 de Setembro do ano 2000."
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
31 de Agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Desistir não é um caminho...
Tenho tido alguns problemas com a divulgação e a comercialização do "Kanimambo". Não quero ainda falar sobre eles em detalhe até porque eu própria ainda não compreendi na íntegra a dimensão do que se está a passar. Mas depois de quase 24 horas a sentir-me sem forças, depois de derramar algumas lágrimas e de entrar em desespero... lembrei-me do "Kanimambo", da forma como ele "nasceu", do que me levou a escrever este livro que já trouxe tantas coisas e pessoas fantásticas à minha vida, dos objectivos que defini quando decidi editar (mesmo suportando os custos da sua edição) e pensei que estava a ser uma tonta.
Lembrei-me especificamente de como sobrevivi e ultrapassei tantos percalços bem mais dolorosos e graves e de que sou uma lutadora e a frase que coloquei a bold começou a martelar-me na cabeça - Desistir não é um caminho! Não foi no passado e não será agora.
E se, quando decidi editar este livro, não sabia se de facto as pessoas iam gostar de o ler, se ia ter leitores e um público, agora tenho perfeita consciência de que existem leitores e existe um público... E vou tentar por todos os meios que o "Kanimambo" chegue até eles. Desistir não é um caminho!
E queira dizer-vos isto - amigos, conhecidos, leitores e futuros leitores - Desistir não é um caminho!
Para terminar queria agradecer às pessoas fantásticas que existem na minha vida e que - quando às vezes me esqueço do que realmente importa - me ajudam a voltar ao rumo e a seguir em frente. Obrigada! Kanimambo!
Tânia Jorge
